Como explicar situações trágicas para as crianças.

31st quinta-feira, 2013  |   Sem categoria  |  no comments

 

Na madrugada do último dia 27 de janeiro o Brasil parou diante da tragédia ocorrida em Santa Maria (RS). O incêndio ocorrido em uma boate tirou a vida de 235 jovens e deixou mais de 100 pessoas feridas. Passado os primeiros dias, o momento agora é de reconstrução para as famílias que de alguma maneira foram afetadas por esse triste evento, seja para aquelas que perderam parentes e amigos ou para as pessoas que de alguma forma estiveram envolvidas profissionalmente ou de forma voluntária ajudando os afetados.

 

As crianças envolvidas direta ou indiretamente na tragédia precisam de atenção especial e os pais e cuidadores precisam ficar atentos aos sinais de comportamento. A psicóloga do Hospital Nove de Julho Dirce Perissinotti afirma que a família deve falar sobre o assunto mesmo que a criança não pergunte. “De uma forma ou de outra, ela está participando do que está sendo conversado. Então, de um jeito bastante lúcido e claro, é bom que os pais contem o que aconteceu. Se a criança tiver algum parente que morreu no episódio é importante dizer que a família está pesarosa. Falar que é um momento de tristeza e que é natural que isso ocorra”.

 

De acordo com a especialista, responder só o que se está sendo perguntado não seria uma boa saída para “blindar” a criança da situação. “Dessa maneira o adulto pode coibir a outras perguntas. Se você estende demais as repostas, também pode causar uma situação de muito impacto. Portanto, a dica é que a notícia seja explicada por um adulto com um olhar mais cuidadoso. Essa pessoa precisa ser muito perspicaz, pois precisa ver o efeito do que está sendo dito para não assustar a criança”, afirma a especialista.

 

A curiosidade por violência na infância é algo natural no processo do desenvolvimento da criança, que, por outro lado,não tem noção da agressividade destrutiva. Para Dirce, “Um adulto de confiança é importante para que ela saiba o que está acontecendo e passe a acreditar na existência do perigo”. A psicóloga também aconselha que os pais conversem sobre fatos esporádicos, explicando a situação. Esta seria uma maneira de abrir a oportunidade  para que a criança se sinta integrada e possa fazer trocas para que algumas situações de imaginação não tomem conta dela.

 

 

Fonte: http://daquidali.com.br/conversa-de-mae

Comments are closed.